segunda-feira, 6 de junho de 2011

Encontro de Jovens da Rede de Comunidades dos Assentamentos de Hulha Negra



Mais de 60 jovens dos assentamentos de Hulha Negra participaram do encontro que ocorreu no dia 29 de maio. Os jovens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST do Rio Grande do Sul, realizaram diversas atividades durante todo o dia.
Entre as atividades, os jovens participaram de grupos de estudos, reflexão e dinâmica. Além disso, a juventude assistiu a série Diz Aí, gravada pelo canal Futura em novembro do ano passado. A série mostrou um pouco da vida da juventude nos assentamentos de Hulha Negra. O Encontro serviu também de motivação e entrosamento entre os grupos de jovens que estão organizados a mais de um ano e meio na região.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Juventude do MST presente em mobilização da Via Campesina


A juventude do MST também participou das mobilizações dos pequenos agricultores e assentados da Reforma Agrária. Os trabalhadores e trabalhadoras da Via Campesina realizam duas grandes marchas em Porto Alegre e também ocuparam o pátio do Ministério da Fazenda nos dias 18 e 19 de maio. A juventude esteve sempre presente, participando de diversas atividades.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vídeo sobre a mobilização dos pequenos agricultores e assentados



Os trabalhadores da Via Campesina realizaram manifestação em Porto Alegre para exigir do governo federal a renegociação das dívidas da agricultura familiar. A juventude também participou das ações.

Mais de 3.000 pequenos agricultores e assentados da reforma agrária participaram da marcha que seguiu pela Av. Borges de Medeiros até o prédio do Ministério da Fazenda na capital gaúcha.

Vídeo sobre a marcha

Uma marcha com mais de 3 mil pessoas pelas ruas de Porto Alegre encerrou a manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras da Via Campesina no dia 19 de maio. Eles estavam acampados no pátio do Ministério da Fazenda desde a manhã do dia anterior. Na tarde de 19 de maio, eles partiram em marcha até o Palácio Piratini, onde realizaram um grande ato.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pequenos agricultores e assentados fazem marcha e protestam em Porto Alegre


Mais de 3 mil pequenos agricultores da Via Campesina realizaram na manhã desta quarta-feira, 18, uma grande marcha na capital gaúcha. Os trabalhadores do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que integram a Via Campesina, marcharam pela Av. Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre até o prédio do Ministério da Fazenda. Os pequenos agricultores pretendem ficar no local por tempo indeterminado.
A marcha e a ocupação do pátio do prédio do Ministério da Fazenda é para exigir que o governo federal faça a renegociação das dívidas da agricultura familiar. “O ponto principal desta mobilização passa a ser a questão do endividamento, fundamentalmente com relação ao governo federal porque as dívidas junto ao governo do estado foram anistiadas. Mas isso não significa que não estamos pautando temas que dizem respeito ao governo do estado e que ainda não foram resolvidos”, informa Isaias Vedovatto, do MST. Somente no Rio Grande do Sul, os pequenos agricultores somam R$ 5 bilhões em dívidas vencidas ou que estão por vencer. Já no Brasil, o valor chega a R$ 30 bilhões. A renegociação é fundamental para a continuidade da produção, já que muitos pequenos agricultores e assentados da reforma agrária não conseguem mais acessar crédito devido às dívidas. A situação é preocupante, pois a agricultura familiar é responsável pelo abastecimento interno de alimentos - responde por 70% do alimento da mesa do brasileiro.
Os eventos climáticos como a estiagem, as enxurradas, o granizo, as enchentes e os vendavais resultaram em perdas significativas nas safras plantadas. As causas do endividamento são antigas e refletem os custos de produção muito altos, os preços baixos pagos aos pequenos produtores, secas frequentes, empobrecimento no campo e falta de políticas públicas de comercialização. Enfim, um modelo agrícola equivocado que enriqueceu as indústrias de insumos e agrotóxicos e empobreceu o povo do campo.

Os agricultores e assentados da Reforma Agrária exigem:
- A consolidação em um único contrato das dívidas de custeio e investimento dos camponeses e assentados da Reforma Agrária;
- Alongamento do prazo de pagamento para 15 anos, com 2 anos de carência e juro zero;
- Bônus de adimplência de 30% em cada parcela repactuada;
- Desconto de R$ 12 mil por família, incluindo o crédito emergencial;
- Acesso a novos financiamentos.



Fotos: Leandro Silva
Texto: Bianca Costa

terça-feira, 19 de abril de 2011

Durante aula inaugural do curso de medicina veterinária, Sem Terra reafirmam compromisso com a Reforma Agrária



Os estudantes Sem Terra da primeira turma de Medicina Veterinária para trabalhadores do campo participaram, na última quarta-feira (14), da aula inaugural na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O curso só foi possível depois de muita luta e significa uma vitória da classe trabalhadora e da Reforma Agrária.
Na carta lida durante a cerimônia de aula inaugural, que contou com a palestra do professor Dr. Humberto Tommasino, pró-reitor de Extensão da Universidad de la República Uruguay (UdelaR), os estudantes afirmaram que “para nós é de significativa importância, é um marco para a classe trabalhadora ver seus filhos terem acesso ao conhecimento científico nessa área tão importante para o desenvolvimento e o avanço das forças produtivas, das condições objetivas e subjetivas da vida”.
Para a estudante Cristina Fraga, assentada com os pais na cidade de Pontão (RS), estudar medicina veterinária é mais do que uma realização pessoal, é uma oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos na academia para o aprimoramento e melhoramento do assentamento onde vive com a família. “Fui indicada por um coletivo para estudar e depois, no regime de alternância, no tempo comunidade, poder aplicar os conhecimentos que adquiri durante os estudos na Universidade”, relata.
Além disso, Cristina acredita que poderá realizar uma espécie de intercâmbio entre os estudos acadêmicos e o saber popular dos camponeses. “Como filha da classe trabalhadora, tenho o compromisso de me qualificar cientificamente e socializar meus conhecimentos respeitando os saberes populares do camponês.”
Na carta apresentada ao conjunto da organização MST, os estudantes reafirmam seu compromisso com a luta da classe trabalhadora. “Queremos dizer que antes de ser a turma especial de Medicina Veterinária, somos assentados, filhos e filhas da Reforma Agrária, da terra e da luta. Viemos aqui reafirmar o compromisso defendendo os princípios da organização: da direção coletiva, do trabalho, do planejamento, da disciplina, da dedicação ao estudo, da divisão de tarefas, da critica e autocrítica.”
A turma é composta por trabalhadores de 9 estados: RS, SC, PR, MS, SP, MG, CE, ES e MA, sendo 17 mulheres e 43 homens.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Juventude participa de marcha do MST

A Juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também participou da marcha do MST que ocupou a Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul na região Norte do Rio Grande do Sul. Os trabalhadores ocuparam a Fazenda durante a Jornada Nacional de Lutas do MST que acontece todos os anos em diversos estados para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará, e também para reivindicar a reforma agrária.
A ocupação ocorreu no dia 12 de abril e tinha como principal reivindicação o assentamento das mil famílias acampadas hoje no estado.


Mais informações: www.mst.org.br